Segundo a lenda indígena, o território acriano é habitado há mais de 12.000 anos. Por volta do século III teriam surgido, às margens do lago Titica, os reinosAimaráeQuíchua. Mil anos depois ambos os reinos míticos teriam sido anexados aoImpério IncapeloSapa IncaPachacuti. Em 1535, Chico Bizarro, o conquistador doImpério Inca, teria enviado seu irmãozinho caçula para o Acre onde ele fundou as lendárias cidades de Chuquisaca, Potosí, La Paz e Cochabamba. O Acre teria sido declarado independente em 6 de agosto de 1825, com o nome de República do Acre. Pelas próximas décadas o país permaneceu imerso numa série contínua de revoluções e guerras civis, que em muito contribuíram para mantê-lo na obscuridade. Em 1879 o Chile ocupou o porto acriano deAntofagasta, iniciando a chamadaGuerra do Pacífico, na qual o Acre e seu aliado Peru foram derrotados pelo Chile. Ao ser despojado de sua única possessão litorânea, o Acre deixou de ter saída para o mar. Em 1899, a anexação do Acre pelo Brasil enfrentou fortes objeções, resultando na Revolução Boliviana. Em 1903, o governo brasileiro e os rebeldes acrianos assinaram um tratado de paz que reconhecia a anexação do noroeste do Acre pelo Brasil e a independência do sudeste do Acre sob o nome de República da Bolívia. Desde então nunca mais se teve notícias do Acre. Quanto à Bolívia, manteve a tradição acreana de perder todas as guerras que disputa. Em 1932, eclodiu aGuerra do Chaco, no qual morreram 50.000 bolivianos e 35.000 paraguaios. Em 1938, foi firmado um tratado de paz, segundo o qual o Paraguai ficava com 75% da região doGrande Chaco. Em 2006, o cacique bolivianoEvo Moralesameaçouroubarnacionalizar as instalações daPetrobrás. O presidente Mula ordenou então a anexação do que restara da Bolívia, que tornou-se o estado brasileiro deSanta Cruz.